Então tá, nosso presidente agora vai ser presidenta. Palmas para a conquista feminina! Mas que essa onda da superação do machismo dê espaço para as reais habilidades de Dilmoca no cargo. E que a onda do PT com síndrome de Peter Pan também passe, ao lado da onda das vozes preconceituosas que reduziram os nordestinos, em sua totalidade, a uma massa ignorante e incapaz de escolher seus regentes. Desejo ainda que as marcas de derrota que abatiam José Serra enquanto proclamava seu discurso de “Até logo” (adorável, por sinal), nos lembrem que na vida há perdas e ganhos e o grande barato é saber lidar com as primeiras. E que a postura daqueles que não chegaram até a reta final nos façam refletir de que muitas vezes ficar calado é necessário, sábio e estratégico; e que outras vezes se posicionar com uma transparência exacerbada pode ser cativante! Parabéns Dilma, Serra, Marina e Plínio, respectivamente.  

Marcado pela polêmica, o resultado do nosso segundo turno sacudiu. Sacudiu opiniões fervorosas, exageradamente humanas, sinceras e jovens! Na era do twitter, entendo que uma das características mais importantes desse evento democrático não foi só a eleição presidencial de uma mulher – e sim a disputa de votos dos jovens-banda-larga que soam participativos. Eles (os candidatos) foram chegando e a troca foi recíproca. Falo por mim: me senti com poder, fui levada em consideração, me reconheceram como futuro – e não só no discurso, amém. Ainda assim, lamento pelos vários colegas que foram badalar distantes de seus colégios eleitorais, em ocasião do feriado. E, em tempo, sugiro aqui uma pesquisa ao Ibope: da abstenção recorde que se apresentou, qual porcentagem de jovens twitteiros preferiu pisar em areias diferentes? É bom saber até onde vai o comprometimento dos nossos 140 caracteres…

Mas de volta à grande personalidade que vamos formar, decidi me retratar. Em memória ao meu último post, eu confesso que vi uma pessoa eleita bem diferente do que quando candidata: ela baixou a guarda, sorriu por completo e deixou isso transparecer nas suas expressões. Arrisco dizer que enxerguei paz nos seus olhos e muito, mas muito mais sabedoria. Por isso, te ofereço minhas sinceras desculpas se estava errada sobre suas intenções, vossa excelência. E lhe suplico pra que não me faca me arrepender de lhe falar isso… Ah! Torço pra que continue me surpreendendo. Mas sem fantasma, tá? Mostra pra gente o seu peito próprio (porque mulher não tem culhão, dãr). 

Estamos juntos nessa, Brasil. Nada mais incoerente que continuar na ignorante oposição – veja, ignorante, e não crítica! -, respondendo à altura da antiga agressividade que marcava as sobrancelhas da presidenta antes da vitória. Sejamos construtivos e não mandemos mais nosso país para nenhum outro lugar, que não o melhor. Somos um Brasil imenso, diverso e rico. Rico de sabedoria, mesmo que popular. E quanto à hipótese remota de nos separarmos em dois, pare de ser careta! Só somos bacanudos por sermos assim… Aceitemos nossa realidade, aprendamos com ela para, então, melhorá-la. Daqui pra frentex, digestão, Brasil. Não é mais tempo de ser Dilma ou Serra. É tempo de ser imparcialmente bra-si-lei-ro.

ps. Perceberam que ela estava de azul na entrevista do JN? Hum…  (#naoresisti)